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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Penso, logo desisto

Quem diria,
Que o pensador
Pensava certo
Acertou em cheio
Que o mundo
Tão cheio
Vazio estaria
Tantas mentes
Mentes vazias
Tanta informação
Pouco conhecimento
Tantas sílabas
Poucos desalentos
Chicos choram
Marias voam
Partem num foguete
E aqui ficam
Garotos sem rumo
Carros sem direção
Perdem pelo caminho suas rodas
Viva a democracia!
Mas que democracia?
Alguém a vê por aí?
Ahh! A televisão!
Visão sem futuro!
Novelas sem mocinha
Jornal sem informação.
Pessoas tem
Possuem
Caminham
Se encontram
Em desencontros
Invejam!
Mas raramente, existem!

Quero muito responder para Deus

Quero te dizer
Que a vida é bem mais difícil
Que a explicação mais óbvia
Que dizer que ela é a certa.

Mas não é...
Raramente é...
Mas tudo se desfaz
Respostas nunca chegam.

Perguntas... Perguntas...
Pra quê? Por quê?
Posso? Poderia?
Perdão? Passado... Perdi...

De repente tudo se esvai!
De nada adiantou
Desejei vencer, mas só ouço:
Derrotado!!!

Re(s)posta


Somos lixos orgânicos descartáveis, não reaproveitáveis. Trocados pelo pão fresco da manhã.

Descartados quando inúteis, apenas embalagens amassadas, irrelevantes. Misturadas aos dejetos orgânicos, nem ao menos servindo para reciclagem.

Esquecidos, trancafiados ao subsolo da podridão, somos misturados ao que já fora jogado anteriormente, e com o passar dos ciclos lunares, nos fundimos e viramos um nada só.

Deficientes de alegria, liquidificados na agonia, dor e sofrimento. Produto caseiro cujo padeiro esqueceu a colher de fermento. A pitada que faltava, jamais poderá ser, reposta, jamais saberemos.

- Evandro Leroes.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Uma pequena homenagem a Hilda Hilst


No último "Sarau dos amigos" que aconteceu no dia 22/06/2013, fui convidado a apresentar uma de minhas idéias ao público presente.
Elaborei um jogo e usei a ferramenta "RPG MAKER" para criar um videogame com o tema daquela edição do Sarau, cujo qual era uma homenagem a escritora brasileira Hilda Hilst.

Não pude estar presenta na apresentação, com isso meu amigo Nicolas Santana foi me substituir, o que o fez muito bem.





(Na Foto Javã testando o jogo durante o Sarau)



O objetivo do jogo era guiar uma fã de Hilda Hilst pela cidade onde a todo canto que você fosse, havia algo sobre a escritora, desde sua vasta biblioteca que possui em seus registros o nome de todos os seus livros, ao teatro, onde os atores ensaiam as peças de teatro escritas por ela, ao cemitério onde há uma homenagem a escritora e as casas, onde seus moradores são baseados em personagens de suas narrativas poéticas.







Ah!! E não poderia me esquecer da casa onde você pode ouvir o cd completo composto por Zeca Baleiro e 10 grandes nomes da MPB, baseado no texto de Hilda Hilst "Ode para flauta e oboé de Ariana para Dionísio (sei que faltou algo no nome mais estou com preguiça de pesquisar e sei que todos entenderam.)"







Todos gostaram do meu jogo, e pelos relatos dos meus amigos presentes, choveu elogios e murmúrios de empolgação a cada cenário novo e ação nova do personagem principal.


Toda essa agitação me fez animar para criar mais um jogo para o próximo sarau, que desta vez, homenageará o cantor e poeta Renato Russo.
Espero conseguir fazer uma homenagem a altura para esse incrível artista.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Mensagens de Reflexo

 

Aquele mundo, chamado Reflexo, onde seus habitantes andavam sobre leis, que no mínimo soam interessantes. Pessoas não se olham nos olhos, não falam, não se cumprimentam. Um objeto de forma retangular, chamado Tolk, era usado para comunicação. Naquele mundo não existe afeto, nem ao menos compaixão, a não ser claro, que fosse enviado pelo tolk.

Entretanto, um garoto, João2577685, não se conformava com tal situação. Ele sempre mandava uma mensagem para sua mãe, “Pq?”, e ela sempre respondia, “Pq eh assim, e prnto!”

João2577685 sempre lia livros de contos de fadas, que diziam que havia um mundo chamado Passado, onde pessoas sorriam, corriam, e principalmente se abraçavam.

Na escola, ele questionou sua professora com uma mensagem, “O que os contos de fadas dizem pode ser real?”, ela então lhe respondeu, “Os contos de fada, nada mais dizem aquilo que sonhamos, mas que sabemos que não pode acontecer, não fique preso a fantasias, você vai se descepcionar, você é um garoto inteligente, saia destas ilusões ;)”.

Ao voltar pra casa, ele sempre olhava para a garota que era apaixonado, nesse horário ela sempre se sentava nas escdas de sua casa, era um amor não correspondido. Desta vez, ao olhar de relance o Tolk da garota, ele deparou com um simbolo que o entristeceu, “L”, e sem que pensasse no que estava fazendo, ele aproximou da garota, a abraçou e um som saiu de sua boca.

- Não fique triste, posso fazer algo para acabar com essa tristeza?

A garota se espantou com tamanha ousadia e o empurrou para o meio da rua. Um carro que vinha em sua direção desviou bruscamente para que não acertasse o garoto e atingiu em cheio um poste. Todos pararam para olhar, e ficaram chocados com a atitude do garoto, todos, sem exceção, foram para cima do garoto e protestavam com mensagens de reprovação.

“Isso não se faz”

“Você é um idiota, leis devem ser obedecidas”

“Você deverá ser preso!”

“Não conheço crime pior do que esse”

“Você deveria ter vergonha de ter nascido”

João2577685 saiu em disparada para sua casa, e viu sua mãe parada na porta de sua casa, com seu Tolk empunhado em mãos, com seus dedos rápidos, digitando mensagens de desaprovação, que eram recebidas antes mesmo dele chegar em sua casa.

Sem poder entrar em sua casa, ele continuou andando sem rumo, se sentindo culpado por sua atitude insana, ele tentava através de seu Tolk pedir desculpas para a garota, mas não recebia respostas. Ele ia ser preso, julgado e iria receber o pior dos castigos, ter seu Tolk quebrado e desligado de qualquer comunicação com outro habitante do planeta, ele seria apenas uma pessoa, vagando por entre todos sem poder conversar com mais ninguém.

Durante dias, João2577685 andou por entre cidades tentando buscar alguém que pudesse lhe perdoar e o aceitar como amigo, mas todos já sabiam sobre seu crime, e ele sempre era recebido por mensagens de reprovação.

Certo dia, ele foi surpreendido pela polícia que queria levar seu Tolk e quebrá-lo. Desesperado ele fugiu e correu, como jamais havia feito. Ele não podia se separar de seu Tolk, ele não poderia deixar. Após correr por entre matos e árvores ele chegou à beira de um grande barranco, onde lá embaixo, podia-se ver o rio que seguia até uma cachoeira.

Encurralado pelos policiais que lhe mandavam mensagens pedindo para que lhe entregasse seu Tolk, ele num momento de desespero e sabendo que não escaparia dessa situação, ele agarrou-se em seu aparelhinho que lhe acompanhou desde seu nascimento e se jogou rumo ao rio, rumo ao desconhecido, desejando que assim ele pudesse ser transportado para o mundo Era Uma Vez.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Immortalis - Cap. II


Capítulo 2


                Roger acordou e aos poucos foi abrindo os olhos, ainda desorientado e quase sem forças. Com dificuldade olhou ao redor e percebeu que estava só, deitado num quarto de hospital. Imediatamente Roger reconhecera que aquele era o principal, e único, hospital de sua cidade. Por diversas vezes Roger foi arrastado para lá, devido a quedas que sofria, ele era muito desatento, e um acidente era quase sempre iminente.
                Apesar disso, ele odiava ir ao hospital, e não demorou para que ele tentasse levantar da cama e fugir dali, não era a primeira vez que fazia isso, ele já era um profissional.
                Se sentindo fraco, mas com muita coragem, ele esgueirou-se pelos corredores do hospital, que por sinal estavam estranhamente diferentes, mais novos, como se o prédio tivesse passado por uma reforma. Entretanto, isso não o impediu de se esconder dos enfermeiros e médicos que passavam distraídos conversando entre si. Aos poucos Roger via cada vez mais perto a porta de saída.
                Ao abrir a porta do hospital e olhar para a cidade, Roger levou um susto,sem entender o porque de sua cidade estar diferente, com prédios novos, e lugares reformados, com nova aparência, só as ruas que ainda mantinham suas formas. Deixando isso de lado, e com medo de ser pego, ele dispara em direção de sua casa, ofegante, e se sentindo um cansaço que tomava seu corpo cada vez mais rápido.
                Roger entrou na sua de sua casa e ao avistá-la viu, que como os outros locais, ela também havia mudado, mas ficou feliz ao ver de longe, sua namorada em pé, no jardim.
                Quanto mais ele se aproximava, mais diferente ela ficava, ela o avistou e veio em sua direção, ele começou a sentir uma enorme fraqueza e já não conseguindo resistir, ele caiu, e antes de desmaiar, pode ver uma outra Mônica sair de dentro de sua casa e também vir em sua direção.
                Roger acordou numa sala toda branca, tudo ali era branco, inclusive suas roupas, haviam corredores por todos os lados, todos brancos, e um subito desespero despertou em Roger.
                - Alguém está aí? – Gritou Roger – Alguém?
                Ouvia-se apenas seus ecos e nada mais, foi então que ele começou a correr desperadamente em somente uma direção, sabendo que aquilo uma hora iria terminar, corredores passavam rapidamente a sua volta, mas tudo era branco, tudo era igual. Ele parou ofegante e ao olhar em volta, ele percebeu que não havia saído do lugar.
                Foi então que ao longe ele viu uma esperança, Mônica estava se aproximando dele, ao longe ele podia reconhcer seu rosto angelical pelo qual se apaixonara. Ela chegava cada vez mais perto, mais perto, mas ela já não era mais a Mônica, era uma pessoa diferente,  na verdade, nem uma pessoa se parecia, um monstro horrívelaproximava-se, talvez até, um zumbi. Roger saiu correndo deste monstro, mas foi aí que ele percebeu, que aquilo era um sonho, e começou a se lembrar do que ocorrera antes com ele, aquilo também deveria ser um sonho, e numa tentativa desesperada, ele tentou acordar. Tudo começou a embassar e ele começou a cair.
                Ele deu um pulo na cama, e se sentiu aliviado por acordar, ele tentou olhar para os lados e não conseguia ver nada, sua visão embaçada o impedia de enxergar o que estava a sua volta, só conseguia enxergar um lugar de paredes claras e várias pessoas a sua volta, uma certeza ele tinha, ele não estava em seu quarto.
                Aos poucos sua visão melhorava e ele via as silhuetas de pessoas se transformarem em rostos conhecidos, reconheceu sua mãe, seu pai, Mônica todos com feições mais velhas, e ainda ao seu lado tinha mais uma pessoa,uma garota, que se não fossem alguns traços, poderia jurar que ela sim fosse a Mônica, mas não podia, como duas Mônicas estavam em pé ao seu lado, uma versão jovem e outra mais velha, com uns 34 anos de idade.
                Ele virou para a “Mônica jovem                “.
                - Quem é você?
                - Sou Jenifer.
                A “Mônica velha” se aproximou da outra, e então disse a Roger.
                - Roger, esta é Jenifer, ela tem 17 anos e é sua filha.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Immortalis - Cap. I


Capitulo 1


                Aquele era um dia comum na Rua Sâo Pedro, ainda era 6:00hr da manhã quando Roger era acordado pelo seu despertador. Roger era um garoto de 16 anos, 1,73m de altura, 85 quilos, com olhos castanhos e cabelo preto.  Estudava numa escola do outro lado da cidade, e por isso ele ia de ônibus todos os dias. Aquele era seu último dia de aula, e ele não estava tão animado assim, por isso ele desligou o despertador e virou pro lado e dormiu. Alguns minutos depois ele fora acordado novamente, desta vez, pelo seu celular, avisando que uma nova mensagem havia chegado. A mensagem era de Mônica, sua namorada. “Roger, não falte hoje na escola, tenho que falar com você, é sério o assunto. – Mônica”.
                Mesmo a contra gosto, Roger olhou as horas e mesmo faltando apenas 10 minutos para o ônibus chegar, ele levantou depressa e decidiu ir para a escola. Ele se arrumou, beliscou um pedaço que bolo que tinha em cima de mesa, e saiu em disparada rumo à escola.
                “Só Mônica mesmo pra me fazer ir na escola” pensou Roger enquanto corria pela rua.
                Ao virar a esquina da Rua São Pedro com a Rua Principal, ele vu o ônibus já parado no ponto, ele avistou Mônica acenando para ele, e então ele acelerou mais ainda.
                Ele estava atravessando a rua, tinha visto Mônica pedir ao motorista que o esperasse, quando aliviado ele diminuiu a velocidade, ele sentiu um impacto forte do seu lado direito, tudo ficou escuro.

                                                                            . . .   
      
                Sérgio via sua noite passar lentamente, e estava feliz pelo sol que estava surgindo no céu, naquela noite ele não havia dormido, preocupado com sua filha, Susan, que havia saído na noite anterior, e que até aquele momento ainda não havia chegado. Cansado de ficar horas sentado em sua cama, ele se levanta e vai até a cozinha preparar um café.
                Após preparar o café, ele sentou-se na cadeira da cozinha e ali ficou, beliscando seu café, num estado quase que vegetativo, esperando que sua filha desse um sinal de vida.
                Após mais  alguns minutos de estupor, ele é acordado de seus devaneios, o telefone toca, e prontamente ele vai atender.
                - Alô.... sou eu mesmo... já estou indo aí... p..p..por favor faça  que for possível.
                Sérgio desliga o telefone, e com lágrimas contidas nos olhos, ele vai acelerado em direção a porta, pega suas chaves em cima da mesinha de canto, e sai de carro, com medo de viver o pior dos seus pesadelos.
                Atravessando as ruas da cidade, ele entra na Rua Principal, sente um alívio em já estar chegando em seu destino, mas este sentimento não dura muito, pois um garoto entra em sua frente, e uma freiada brusca e instintiva, não consegue evitar o atropelamento.
                Assustado, Sérgio sai do carro e vê uma garota ruiva se aproximar do garoto estirado no chão, ele tenta acalmar a garota e começa um diálogo embaraçoso.
                - Meu nome é Sérgio, ele está apenas desacordado? Qual o seu nome?
                A garota olha para ele com um olhar severo e responde.
                - Mônica, eu sinto seu coração bater mas ele não reage, o que você fez?
                - Desculpe, desculpe...tome meu cartão... ligue-me quando precisar... tenho um assunto muito importante para resolver agora.
                Sem esperar uma resposta, Sérgio vira-se e sai de carro, alguns amigos de Mônica tentam impedir a fulga, mas em vão, acabam por desistir, assim que o carro vira à esquerda, o resgate e a polícia entram na rua com suas sirenes ligadas, avisando a todos que algo terrível havia acontecido.

Nova sessão

Olá!

Começarei hoje mais uma sessão no blog, a sessão "Weblivros".
Disponibilizarei em capítulos histórias que já venho escrevendo há alguns anos e que só agora estou tendo coragem de compartilhá-las, sempre que tiver uma oportunidade, disponibilizarei um capítulo por vez, alguns capítulos já estão escritos, outros escreverei com o tempo.

Meu primeiro weblivro que irei disponibilizar se chama "Immortalis", não contarei muito sobre ele, digo apenas que ele é do gênero, ficção/suspense.

Aguardem o próximo post para ler o primeiro capítulo.

See ya!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Estou voltando...

Há meses não posto neste blog, mas agora estou voltando, com mais conteúdo e mais empolgado para escrever.

Este é apenas um post de aviso, para quando os novos realmente chegarem, não ser assim meio que.. do nada.

Aguardem... ou não...